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A escolha do estilo de arquitetura de um sistema de software deve considerar os requisitos não funcionais, como desempenho, segurança da informação, segurança, disponibilidade e manutenibilidade. A arquitetura adequada para um sistema pode variar significativamente com base nesses requisitos, impactando diretamente na eficácia e eficiência do sistema final.
Com relação a este contexto e sobre o conteúdo estudado, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A arquitetura deve ser projetada para localizar operações críticas dentro de um pequeno número de componentes, com esses componentes implantados no mesmo computador para otimizar o desempenho.
PORQUE
II. Se a disponibilidade for um requisito crítico, a arquitetura deve incluir componentes redundantes que permitam substituição e atualização sem interrupção do sistema.
A respeito dessas asserções assinale a alternativa correta:
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Alternativa D - As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.
A arquitetura de software é um pilar fundamental no desenvolvimento de sistemas, pois define a estrutura de alto nível, os componentes e suas interações. Uma das decisões mais críticas na concepção arquitetural é a consideração dos requisitos não funcionais (RNFs), como desempenho, segurança, disponibilidade e manutenibilidade. A escolha do estilo arquitetural deve ser guiada por esses requisitos, pois eles impactam diretamente a qualidade e a eficácia do sistema em produção. As asserções apresentadas discutem duas estratégias arquiteturais distintas para atender a diferentes RNFs: desempenho e disponibilidade.
A arquitetura de software é o projeto fundamental de um sistema. Ela abrange a estrutura dos componentes, suas relações, os princípios e diretrizes que governam seu design e evolução ao longo do tempo. Os requisitos não funcionais são atributos de qualidade do sistema que não descrevem funções específicas, mas sim como as funções devem ser executadas.
Desempenho refere-se à capacidade do sistema de responder em tempo hábil a interações, processar um determinado volume de transações em um intervalo de tempo e utilizar os recursos de forma eficiente. Arquiteturas voltadas para desempenho frequentemente buscam minimizar a latência e maximizar o throughput.
Disponibilidade é a proporção de tempo que um sistema está operacional e acessível para uso. Um sistema de alta disponibilidade é projetado para minimizar o tempo de inatividade, seja por falhas de hardware, software, erros humanos ou atividades de manutenção e atualização.
As estratégias arquiteturais para atender a esses requisitos podem ser bastante diferentes e, em alguns casos, até mesmo opostas. O balanço entre diferentes RNFs é um desafio central na engenharia de software, exigindo escolhas de design que priorizem ou conciliem essas necessidades.
Analisemos cada asserção e a relação proposta entre elas:
I. A arquitetura deve ser projetada para localizar operações críticas dentro de um pequeno número de componentes, com esses componentes implantados no mesmo computador para otimizar o desempenho. Esta asserção é VERDADEIRA. A co-localização de componentes que interagem intensamente ou que realizam operações críticas é uma estratégia comum para otimizar o desempenho. Quando componentes estão no mesmo processo ou no mesmo computador, a comunicação entre eles é mais rápida, utilizando mecanismos de inter-process communication (IPC) ou chamadas de função diretas, que são significativamente mais eficientes do que a comunicação via rede. Isso reduz a latência (tempo de resposta) e o overhead de rede, resultando em maior throughput e melhor utilização de recursos, especialmente para cargas de trabalho que exigem baixa latência e alta frequência de troca de dados.
II. Se a disponibilidade for um requisito crítico, a arquitetura deve incluir componentes redundantes que permitam substituição e atualização sem interrupção do sistema. Esta asserção é também VERDADEIRA. A redundância é a pedra angular da alta disponibilidade. Para garantir que um sistema permaneça operacional mesmo em caso de falha de um componente, são implementadas cópias idênticas ou equivalentes desses componentes. Se um servidor falha, um servidor redundante pode assumir o trabalho (failover). Da mesma forma, para atualizações sem interrupção (zero-downtime deployment), novas versões podem ser implantadas em componentes redundantes, o tráfego é então comutado para os componentes atualizados, enquanto os antigos são desativados ou atualizados em sequência, garantindo que o sistema esteja sempre disponível para os usuários.
Relação entre I e II: A questão propõe que a asserção II seja uma justificativa para a asserção I. No entanto, essa relação não se sustenta.
| Característica | Asserção I | Asserção II | | :------------------------ | :------------------------------------------------- | :--------------------------------------------------- | | Requisito Não Funcional | Desempenho (Performance) | Disponibilidade (Availability) | | Estratégia Arquitetural | Co-localização (agrupamento físico/lógico) | Redundância (duplicação/replicação de componentes) | | Objetivo Principal | Reduzir latência, minimizar comunicação de rede | Garantir operação contínua, tolerância a falhas | | Relação com a outra | Não há relação de causa e efeito direta | Não há relação de causa e efeito direta |
Ambas as asserções descrevem princípios arquiteturais válidos e importantes para atender a requisitos não funcionais específicos. A asserção I trata da otimização de desempenho através da minimização da distância de comunicação para operações críticas, enquanto a asserção II aborda a garantia de disponibilidade através da tolerância a falhas e da capacidade de manutenção sem interrupção. São estratégias para diferentes atributos de qualidade do sistema. A disponibilidade (asserção II) não justifica a otimização de desempenho por co-localização (asserção I); são preocupações arquiteturais independentes, embora ambas sejam essenciais para a qualidade geral de um sistema.
Ambas as asserções são verdadeiras e representam princípios sólidos na concepção de arquiteturas de software, cada uma abordando um requisito não funcional distinto e crucial: desempenho e disponibilidade. A asserção I foca em otimizar o desempenho minimizando a comunicação entre componentes críticos, enquanto a asserção II visa garantir a disponibilidade através da redundância e da capacidade de substituição/atualização sem interrupção. Contudo, a estratégia para alta disponibilidade (II) não serve como justificativa para a estratégia de otimização de desempenho (I), pois elas visam objetivos diferentes e são abordadas por mecanismos arquiteturais distintos. Portanto, embora ambas sejam verdadeiras, a relação de justificativa entre elas é incorreta.
Alternativa D.