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A inserção da dimensão ambiental nos processos produtivos e de gestão não é somente impulsionada por motivações mercadológicas, mas, também, por influência de valores éticos, estéticos e morais. Segundo a CNUMAD – Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento –, citada por CMMAD (1988), o melhor modo de tratar das questões ambientais é com a participação de todos os cidadãos interessados. A questão ambiental vem tornando-se um tema bastante discutido nas organizações produtivas, permitindo que os indivíduos se engajem no enfrentamento e na resolução das problemáticas ambientais. A partir desse quadro teórico, avalie os principais objetivos da inserção da dimensão ambiental na gestão e nos processos produtivos. I. Redefinir conceitualmente a problemática ambiental, como uma problemática socioambiental. II. Instituir o meio ambiente como uma dimensão intrínseca aos processos produtivos e de gestão, além de valores éticos, estéticos e morais, constitutivos de uma racionalidade substantiva. III. Para as organizações produtivas, a palavra de ordem para garantir a sustentabilidade de seus negócios é eliminar desperdícios de seus processos e utilizar de forma racional os recursos naturais. IV. Toda forma de poluição deve ser entendida como manifestação de ineficiência de processos produtivos. Controlá-la adequadamente representa também uma das maneiras mais oportunas e sustentáveis, de agregar valor à organização. Fernandes, V. A dimensão ambiental em organizações produtivas: uma análise da racionalidade da economia de comunhão (EDC)Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental, 2007 (modificado). É correto o que se afirma em:
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Para quem encara a sustentabilidade como um processo coletivo de projetos sociais e ambientais, e não apenas um processo de negócios, é fundamental não apenas prestar contas do dinheiro, mas prestar contas do que o uso do dinheiro significou para a empresa, ambiente e sociedade. Afinal, sustentabilidade não é custo, é investimento. É claro que os indicadores quantitativos são necessários. Diria que eles são a ferramenta de análise dos primeiros resultados de sustentabilidade dentro de uma empresa. Dentro do ambiente corporativo, os indicadores de avaliação ou desempenho servem para monitorar ações, projetos ou áreas e o resultado dessa medição vai indicar o caminho a ser seguido. A maioria dos indicadores encontrados é quantitativa, mas acontece que a sustentabilidade não é algo tão simples de ser medido. Assim, para o sucesso de um relacionamento com a comunidade, por exemplo, é mais importante saber quanto um curso de capacitação incrementou na renda familiar da região, do que quantos moradores fizeram esse curso. E aí que vem a dificuldade: como estabelecer indicadores de qualidade que contemplem não apenas o aspecto financeiro e ambiental, mas também o social? O PETAR é um exemplo clássico onde a capacitação ambiental gerou ganho social tamanho, onde os ex-palmiteiros viraram guias do parque turístico. Também podemos seguir por Munck et al. (2011), o falar de sustentabilidade organizacional deparamo-nos com o modelo baseado em Savitz e Weber (2007) e Elkington (1999). Assim como Souza (2010) e Munck, Munck e Souza (2011) visa a integração dos três pilares capazes de, juntos, proporcionar um estado de sustentabilidade organizacional, a saber: sustentabilidade econômica, ambiental e social.