Carregando...
Carregando...
Ajude a melhorar a plataforma
Considere o seguinte cenário:
Miguel tem 75 anos, mora em uma cidade de médio porte e, após um procedimento cirúrgico, passou a apresentar dificuldades para se locomover. Apesar de manter autonomia em casa, ele encontra obstáculos ao tentar acessar espaços públicos, como praças, calçadas e pontos de ônibus. Miguel relata insegurança ao caminhar e evita sair desacompanhado, o que afeta sua qualidade de vida.
Considerando o cenário apresentado e a classificação das barreiras segundo a Lei Brasileira de Inclusão, compreenda as afirmativas a seguir:
I. Miguel enfrenta barreiras urbanísticas ao se deparar com obstáculos físicos em espaços públicos, que comprometem sua mobilidade e autonomia. II. As dificuldades enfrentadas por Miguel demonstram que barreiras urbanísticas também afetam pessoas com limitações temporárias ou decorrentes do envelhecimento. III. A legislação reconhece que, como cidadão com mobilidade reduzida, Miguel tem direito ao uso acessível dos espaços urbanos, independentemente de deficiência permanente. IV. A remoção das barreiras encontradas por Miguel promove inclusão e beneficia diversos grupos da sociedade, não apenas pessoas com deficiência formalmente reconhecida.
Está correto o que se afirma em:
Explique melhor esta questão
Abre o Tutor com o enunciado e as alternativas já no campo — você revisa e envia.
Esta questão foi verificada por um de nossos administradores.
Alternativa B - I, II, III e IV.
A questão aborda o tema da acessibilidade e inclusão, focando nas barreiras enfrentadas por pessoas com mobilidade reduzida, conforme a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). O cenário de Miguel ilustra as dificuldades diárias que indivíduos, especialmente idosos com limitações de mobilidade, encontram em ambientes urbanos não acessíveis, impactando diretamente sua qualidade de vida e autonomia.
A Lei Brasileira de Inclusão estabelece um marco legal fundamental para assegurar os direitos das pessoas com deficiência e promover sua inclusão social. Um dos pilares dessa legislação é a classificação e a necessidade de remoção das diferentes tipologias de barreiras. Conforme a LBI, as barreiras podem ser urbanísticas, arquitetônicas, nos transportes, nas comunicações e na informação, atitudinais e tecnológicas.
Especificamente, a LBI define:
O conceito de Desenho Universal (ou Desenho para Todos) também é central, buscando a concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem utilizados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo tecnologias assistivas.
Vamos analisar cada afirmativa com base nos conceitos da LBI e no cenário de Miguel:
| Afirmativa | Análise Detalhada | Status | | :---------- | :------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ | :----- | | I. Miguel enfrenta barreiras urbanísticas ao se deparar com obstáculos físicos em espaços públicos, que comprometem sua mobilidade e autonomia. | Correta. Miguel encontra obstáculos em "praças, calçadas e pontos de ônibus", que são exemplos clássicos de espaços públicos. A presença de degraus, calçadas irregulares, ausência de rampas ou de sinalização adequada configura diretamente as barreiras urbanísticas, conforme a definição da LBI, comprometendo sua capacidade de locomoção e de realizar atividades cotidianas. | Correta | | II. As dificuldades enfrentadas por Miguel demonstram que barreiras urbanísticas também afetam pessoas com limitações temporárias ou decorrentes do envelhecimento. | Correta. Miguel, aos 75 anos e em recuperação pós-cirúrgica, se enquadra na definição de pessoa com "mobilidade reduzida", que explicitamente inclui idosos e pessoas com dificuldades de movimentação temporárias. As barreiras urbanísticas não discriminam entre deficiências permanentes e limitações temporárias ou associadas ao envelhecimento; elas afetam a todos que não se encaixam no "padrão" de mobilidade para o qual o ambiente foi projetado. | Correta | | III. A legislação reconhece que, como cidadão com mobilidade reduzida, Miguel tem direito ao uso acessível dos espaços urbanos, independentemente de deficiência permanente. | Correta. A LBI e o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) garantem o direito à acessibilidade para idosos e pessoas com mobilidade reduzida, independentemente de possuírem uma deficiência permanente formalmente reconhecida. A inclusão da categoria "mobilidade reduzida" na LBI amplia o escopo de beneficiários das normas de acessibilidade, garantindo que pessoas como Miguel tenham seus direitos respeitados no uso dos espaços urbanos. | Correta | | IV. A remoção das barreiras encontradas por Miguel promove inclusão e beneficia diversos grupos da sociedade, não apenas pessoas com deficiência formalmente reconhecida. | Correta. Este é um princípio fundamental do Desenho Universal. Uma calçada acessível, com rampas e piso tátil, não beneficia apenas Miguel, mas também pais com carrinhos de bebê, entregadores, pessoas com lesões temporárias (ex: perna quebrada), crianças, e qualquer pessoa que se depare com obstáculos. A acessibilidade universal contribui para uma sociedade mais inclusiva e funcional para todos. | Correta |
Todas as afirmativas estão corretas e são interdependentes, reforçando a importância da acessibilidade para a promoção da autonomia, da participação social e da qualidade de vida de pessoas com mobilidade reduzida, sejam suas limitações permanentes ou temporárias.
O cenário de Miguel ilustra perfeitamente como a falta de acessibilidade em espaços públicos, caracterizada pelas barreiras urbanísticas, impacta diretamente a autonomia e a qualidade de vida de pessoas com mobilidade reduzida, incluindo idosos e aqueles com limitações temporárias. A Lei Brasileira de Inclusão, ao reconhecer tais barreiras e o direito à acessibilidade para todos os cidadãos com mobilidade reduzida, independentemente de uma deficiência permanente, e ao promover o desenho universal, busca construir uma sociedade mais inclusiva e equitativa. A remoção dessas barreiras beneficia não apenas um grupo específico, mas toda a sociedade, reforçando a importância de um ambiente construído que seja verdadeiramente para todos.
Alternativa B.