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No poema,
Bolos rios que vão Por Babilônia me achei, As lembranças de Sião E quanto nela passei, Ali o rio corrente De meus olhos foi manado. Babilônia ao mal presente, Sião ao tempo passado.
[...] Mas d tu, terra de Glória, como me lembras na ausência? Senão na reminiscência, que a alma é tábua rasa, celeste, tanto imagina que voa da própria casa sobe à pátria divina.
No poema, a expressão “terra de Glória” se associa:
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Alternativa C
O poema apresentado é um soneto clássico atribuído a Luís de Camões, obra que reflete o conflito entre o sofrimento do exílio (Babilônia) e a nostalgia de uma época feliz (Sião).
O texto constrói uma oposição central entre dois lugares simbólicos:
A expressão "terra de Glória" aparece na segunda estrofe como uma direção direta ao lugar idealizado. O poeta questiona se nunca viu sua essência, sugerindo que ela existe mais na memória ("reminiscência") do que na realidade atual.
A alternativa C é a correta porque alinha-se às interpretações tradicionais desta obra nos estudos literários brasileiros:
| Alternativa | Motivo da Incorreção | | --- | --- | | A | Foca apenas na tradição religiosa (metonímia), ignorando o aspecto biográfico e emocional da perda pessoal do poeta. | | B | Confunde os símbolos: Babilônia é o lugar da tristeza, não da glória. | | D | Não há referência explícita à infância no texto; o foco é o "tempo passado" geral ligado ao exílio. | | E | Sião e Babilônia funcionam como polos antagônicos no poema, não como momentos equivalentes de vida. |
A alternativa C é a única que consegue sintetizar corretamente a relação entre Sião e a Terra de Glória, entendendo-as como a representação de uma felicidade passada (terrena) que o poeta lamenta ter perdido diante do presente amargo e da proximidade da morte.