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Analise o gráfico. Estimativas de entradas decenais de escravos no Porto de Salvador da Bahia e do Rio de Janeiro: 1700 a 1780 (Apud João Fragoso e Roberto Guedes. “Apresentação”. In: João Luis Ribeiro Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa (org.). O Brasil Colonial, vol. 3, 2014.) Os dados do gráfico revelam

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Alternativa (E) - a ampliação do tráfico de escravos no Atlântico e a proliferação da atividade mineradora.
A questão apresenta um gráfico que ilustra as estimativas de entradas decenais de escravos nos portos de Salvador (Bahia) e Rio de Janeiro, abarcando o período de 1700 a 1780. Essa linha do tempo é crucial, pois corresponde ao auge do ciclo do ouro no Brasil Colonial, um período de profundas transformações econômicas, sociais e demográficas, marcadas pela intensificação da escravidão africana. O gráfico permite analisar a dinâmica do tráfico negreiro e seu impacto nas diferentes regiões da colônia.
O século XVIII foi um período de grande efervescência econômica no Brasil colonial, impulsionado pela descoberta e exploração intensiva de ouro e diamantes na região de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Essa atividade mineradora gerou uma demanda exponencial por mão de obra, que foi suprida principalmente pelo tráfico transatlântico de escravos africanos. O gráfico reflete essa realidade ao mostrar o fluxo de entrada de escravos em dois dos principais portos coloniais.
Podemos observar as seguintes tendências no gráfico:
Essas dinâmicas indicam uma reconfiguração do eixo econômico da colônia, que se deslocou do Nordeste açucareiro para o Sudeste minerador, com o Rio de Janeiro emergindo como o principal centro econômico e portuário.
A alternativa correta é a (E) porque ela alinha perfeitamente os dados visuais do gráfico com o contexto histórico do Brasil Colonial no século XVIII.
Analisando as alternativas incorretas:
| Alternativa | Análise da Afirmação 1 | Análise da Afirmação 2 | Conclusão | | :---------- | :--------------------- | :--------------------- | :-------- | | (A) o aumento das alforrias dos escravos urbanos na colônia e o auge dos engenhos de açúcar no Nordeste. | O gráfico não fornece dados sobre alforrias. Embora existissem, a tendência principal é de aumento do tráfico, indicando maior demanda por escravos. | Incorreta. O século XVIII marcou a relativa decadência dos engenhos de açúcar em comparação com o auge da mineração. O gráfico mostra o declínio relativo de Salvador, porto ligado ao açúcar. | Incorreta | | (B) a mudança na mão de obra na América Portuguesa e o esgotamento das minas de ouro no interior. | Incorreta. Não houve uma "mudança" no tipo de mão de obra (continuou sendo escrava), mas sim uma intensificação da mão de obra escrava. | Incorreta. O período de 1700 a 1780 abrange o auge da mineração, com as maiores importações de escravos ocorrendo precisamente para atender a essa demanda. O esgotamento mais significativo se daria apenas no final do século XVIII e início do XIX. | Incorreta | | (C) o fluxo estável de escravos africanos e o deslocamento do eixo econômico do Sul para o Nordeste da colônia. | Incorreta. O gráfico mostra um fluxo de escravos claramente crescente e não estável, especialmente para o Rio de Janeiro. | Incorreta. O eixo econômico deslocou-se do Nordeste (açúcar) para o Sudeste (mineração), o que é evidenciado pela ascensão do Rio de Janeiro como principal porto de entrada de escravos. | Incorreta | | (D) o crescimento da população devido à riqueza do ouro e o encarecimento das mercadorias nos portos coloniais. | Parcialmente correta, mas não é a principal revelação. O gráfico mostra entradas de escravos, que contribuem para o crescimento populacional, mas não é o foco direto da questão. | O gráfico não fornece informações sobre o encarecimento de mercadorias. Embora a inflação fosse um problema no período do ouro, a afirmação não é suportada pelos dados visuais. | Incorreta |
O gráfico é uma representação visual clara da profunda conexão entre a economia mineradora do Brasil Colonial e a intensificação do tráfico transatlântico de escravos. A ascensão do Rio de Janeiro como principal porto de entrada de africanos escravizados, em detrimento de Salvador, ilustra a mudança do centro econômico da colônia para as regiões mineradoras do Sudeste. Portanto, a ampliação do tráfico de escravos no Atlântico para atender à proliferação da atividade mineradora é a conclusão mais precisa e completa derivada dos dados apresentados.
Alternativa (E).