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Analise o gráfico. Insegurança alimentar no Brasil % da população 2004 0 12,7 15,0 31,7 Leve Moderada Grave 5 10 15 20 25 30 35 2009 2013 2017/18 2020 (Bruno Lupion. www.dw.com.13.04.2021.) Os dados expressos no gráfico estão relacionados com

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Alternativa E - a redução do poder aquisitivo da população brasileira.
O gráfico apresenta a evolução da insegurança alimentar no Brasil em diferentes níveis (leve, moderada e grave) ao longo de anos específicos, de 2004 a 2020. Analisar esses dados é crucial para compreender as dinâmicas socioeconômicas que afetam o acesso da população aos alimentos e, consequentemente, sua qualidade de vida e bem-estar.
Insegurança alimentar é a condição em que uma pessoa não tem acesso físico, social e econômico a alimentos seguros, nutritivos e em quantidade suficiente para satisfazer suas necessidades dietéticas e preferências alimentares para uma vida ativa e saudável. Ela é classificada em três níveis:
O gráfico demonstra uma tendência inicial de queda na insegurança alimentar entre 2004 e 2013, o que pode ser associado a períodos de crescimento econômico e implementação de políticas sociais de combate à fome e à pobreza. No entanto, a partir de 2017/18, e de forma ainda mais acentuada em 2020, observa-se um crescimento significativo em todos os níveis de insegurança alimentar, com o nível grave atingindo patamares alarmantes e superando os registrados em 2004. O ano de 2020, em particular, coincide com o início da pandemia da COVID-19, que teve profundas consequências econômicas e sociais.
Vamos analisar cada alternativa em relação aos dados apresentados no gráfico e ao contexto socioeconômico brasileiro:
(A) o aumento da produção e do consumo de alimentos orgânicos.
(B) a diminuição da demanda internacional por produtos agropecuários.
(C) o crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano da população urbana.
(D) a ampliação da renda per capita no contexto de pandemia da Covid-19.
(E) a redução do poder aquisitivo da população brasileira.
Tabela Comparativa
| Alternativa | Explicação | Compatibilidade com o Gráfico | | :---------- | :----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | :---------------------------------------------------------------------------------------------------------- | | (A) Aumento produção/consumo orgânicos | Tendência de nicho, não explica o aumento da insegurança alimentar geral, que é sobre acesso básico a alimentos. | Incompatível como causa do aumento da insegurança. | | (B) Diminuição demanda internacional agro | Fator indireto e complexo; não é a causa direta da insegurança doméstica, que é mais ligada ao poder de compra. | Pouco provável ou insuficiente para explicar o fenômeno. | | (C) Crescimento IDH urbano | IDH em crescimento implica melhoria das condições de vida, o que reduziria a insegurança alimentar. | Contradiz diretamente o aumento da insegurança alimentar mostrado no gráfico. | | (D) Ampliação renda per capita na pandemia | Aumento de renda na pandemia não ocorreu; houve perda de renda e aumento do desemprego. | Contradiz a realidade econômica do período e o aumento da insegurança. | | (E) Redução poder aquisitivo | Menor poder de compra impede o acesso a alimentos, resultando em maior insegurança alimentar. | Totalmente consistente com o aumento acentuado da insegurança alimentar, especialmente pós-2017/18 e em 2020. |
O gráfico ilustra uma preocupante escalada da insegurança alimentar no Brasil, particularmente nos anos mais recentes. Essa tendência está intrinsecamente ligada a fatores socioeconômicos. A alternativa correta, a redução do poder aquisitivo da população brasileira, é a que melhor explica o aumento observado na insegurança alimentar, pois impacta diretamente a capacidade das famílias de adquirir alimentos suficientes e de qualidade para suas necessidades diárias. Fatores como desemprego, inflação dos alimentos e estagnação de salários contribuem para essa redução do poder de compra, empurrando mais pessoas para a condição de insegurança alimentar.
Alternativa E.