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Em “Até hoje a empresa que pertence à Disney só mostrou chineses em papéis secundários”, a expressão que pode estar entre vírgulas, sem que se comprometa a correção gramatical, é:

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Alternativa B - que pertence à Disney
A questão aborda um ponto fundamental da sintaxe e pontuação da língua portuguesa: o uso da vírgula para isolar orações subordinadas adjetivas. O desafio consiste em identificar qual segmento da frase, quando delimitado por vírgulas, mantém a correção gramatical, alterando apenas a nuance de sentido, de restritiva para explicativa.
Em português, as orações subordinadas adjetivas podem ser classificadas em dois tipos principais:
A expressão "que pertence à Disney" na frase original "Até hoje a empresa que pertence à Disney só mostrou chineses em papéis secundários" é uma oração subordinada adjetiva que modifica "a empresa". Sem vírgulas, ela funciona como uma oração adjetiva restritiva, especificando "qual empresa" (a que pertence à Disney, subentendendo que poderia haver outras que não pertencessem). No entanto, se essa empresa já for conhecida no contexto, a oração pode assumir um caráter explicativo, adicionando uma característica sem restringir a identificação do referente.
Vamos analisar cada alternativa proposta, verificando a possibilidade de inserção de vírgulas e seus impactos gramaticais:
| Alternativa | Expressão Proposta | Tentativa de Pontuação (e análise) | | :---------- | :---------------------- | :--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | | (A) | a empresa que | Incorreta. Se usarmos "Até hoje, a empresa que, pertence à Disney...", estaríamos separando o sujeito "a empresa" de sua oração subordinada "que pertence à Disney", e também fragmentando a oração subordinada ("que pertence"). As vírgulas separariam elementos essenciais de forma incorreta. | | (B) | que pertence à Disney | Correta. Se usarmos "Até hoje a empresa, que pertence à Disney, só mostrou chineses em papéis secundários.", a expressão "que pertence à Disney" passa a ser uma oração subordinada adjetiva explicativa. Ela adiciona uma informação sobre "a empresa" (que já estaria identificada) sem ser essencial para a sua distinção. A gramática permite essa alternância de sentido (restritivo para explicativo) através da pontuação, mantendo a correção sintática. | | (C) | à Disney | Incorreta. Se usarmos "Até hoje a empresa que pertence, à Disney, só mostrou chineses...", estaríamos separando o complemento nominal "à Disney" do verbo "pertence", ao qual ele está diretamente ligado (pertencer a algo/alguém). Essa vírgula configuraria um erro de regência e separação de termo integrante. | | (D) | só mostrou | Incorreta. Se usarmos "Até hoje a empresa que pertence à Disney, só mostrou, chineses...", estaríamos separando o advérbio "só" do verbo "mostrou" e o verbo de seu objeto direto "chineses em papéis secundários". Essa fragmentação do predicado é gramaticalmente inaceitável. | | (E) | chineses em papéis | Incorreta. Se usarmos "Até hoje a empresa que pertence à Disney só mostrou, chineses em papéis, secundários.", estaríamos separando o objeto direto "chineses" de seu adjunto adnominal "em papéis secundários", que juntos formam uma unidade semântica e sintática (o que foi mostrado). A vírgula aqui fragmentaria indevidamente essa construção. |
A única expressão que pode ser isolada por vírgulas sem comprometer a correção gramatical da frase é "que pertence à Disney". Isso ocorre porque ela é uma oração subordinada adjetiva que pode funcionar tanto de forma restritiva (sem vírgulas) quanto explicativa (com vírgulas), dependendo da intenção do comunicador, sem gerar um erro sintático. As demais alternativas levam a quebras de estruturas essenciais da frase, tornando-as incorretas.
Alternativa B.