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Em relação ao evento ocorrido na Igreja, o homem acredita que as pessoas se mostrariam

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Alternativa (C) - céticas.
A questão aborda a percepção de um indivíduo sobre a reação das pessoas diante de um evento socialmente impactante: a retirada de um homem do altar de uma igreja pela polícia. O cerne da análise reside em compreender a natureza da crença desse homem sobre como a coletividade se manifestaria, revelando uma visão sobre a presunção de inocência e a capacidade de julgamento da sociedade.
No diálogo apresentado, a situação hipotética de um homem sendo detido pela polícia em um local de culto é explorada. O "homem" no texto reflete sobre a reação esperada do público. Ele descreve uma falta de compaixão e piedade, e prevê que as pessoas rapidamente atribuiriam culpa ao detido, pensando coisas como "ele deve ter feito alguma coisa", "Deus está punindo-o por seus pecados" ou "ele merecia isso". A parte mais relevante para a questão é sua afirmação de que "O que ninguém diria é: 'Aquilo é um crime. Aquele homem é inocente'". Isso indica uma profunda descrença na capacidade das pessoas de questionar a ação ou de conceder o benefício da dúvida ao acusado.
Vamos detalhar a análise de cada alternativa com base no texto fornecido:
| Alternativa | Análise do Texto e Relação com a Crença do Homem | Justificativa | | :---------- | :----------------------------------------------- | :------------ | | (A) atônitas | Embora as pessoas pudessem se surpreender com o evento, a descrição do homem foca nas suas reações de julgamento e justificação da culpa, e não meramente em um estado de choque ou espanto. Ele detalha os pensamentos e suposições das pessoas. | Incorreta. O foco do homem não é a surpresa, mas a rápida atribuição de culpa. | | (B) oportunistas | Não há elementos no texto que sugiram que as pessoas tentariam tirar proveito da situação. A crença do homem está centrada na disposição em julgar e na ausência de presunção de inocência. | Incorreta. O texto não apoia a ideia de oportunismo. | | (C) céticas | O homem afirma que ninguém diria "Aquele homem é inocente" e que as pessoas iriam justificar a prisão com "ele deve ter feito alguma coisa" ou "merecia isso". Isso demonstra que ele acredita que a coletividade seria cética em relação à inocência do homem e à possibilidade de que uma injustiça estivesse ocorrendo. Elas duvidariam de qualquer alegação de inocência ou de que a ação policial fosse injusta. | Correta. A atitude descrita é de descrença na inocência e inclinação a aceitar a culpa ou a justificar a punição, ou seja, ceticismo quanto à inocência do acusado. | | (D) compassivas | O texto explicitamente nega esta opção ao afirmar: "no mínimo, sem compaixão. Sem o menor traço de piedade." | Incorreta. Contradiz diretamente a fala do homem. | | (E) indignadas | O homem afirma que ninguém diria "Aquilo é um crime. Aquele homem é inocente", o que significa que as pessoas não se revoltariam com a ação policial por considerá-la injusta. Pelo contrário, elas a justificariam. | Incorreta. As pessoas não se indignariam, mas aceitariam e justificariam a prisão. |
A conclusão do homem é que as pessoas seriam rápidas em presumir a culpa e justificar a ação policial, mostrando-se céticas em relação à inocência do indivíduo ou à injustiça da situação.
O fragmento de diálogo revela uma perspectiva pessimista sobre a reação social em momentos de crise e julgamento público. O homem acredita que as pessoas se mostrariam fundamentalmente "céticas" quanto à inocência de alguém detido, especialmente em circunstâncias que convidam a preconceitos e julgamentos morais. Em vez de questionar a legitimidade da ação ou a condição do indivíduo, a tendência seria a de presumir a culpa e justificar o ocorrido, demonstrando uma ausência de compaixão e uma forte inclinação a duvidar da inocência.
Alternativa (C).