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Na madrugada do dia 01.05.2018, um prédio de 24 andares incendiou-se e desabou no Largo do Paissandu. O edifício era ocupado irregularmente por mais de 140 famílias. Agora, a Defesa Civil vai vistoriar 70 prédios ocupados no centro de São Paulo. Outra decorrência do incêndio foi a reabertura, feita pelo Ministério Público, do inquérito que apurava o risco de desabamento do prédio, que anteriormente foi arquivado. (http://jornal.usp.br/. Adaptado) O incidente descrito na reportagem retrata os efeitos

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Alternativa E - do aprofundamento do déficit habitacional na Grande São Paulo.
A questão aborda um trágico incidente ocorrido em São Paulo, onde um prédio ocupado irregularmente por diversas famílias incendiou-se e desabou. Este evento não é um caso isolado, mas sim um sintoma de problemas estruturais e sociais mais amplos nas grandes metrópoles brasileiras. A análise do ocorrido e suas decorrências imediatas, como a vistoria de outros prédios e a reabertura de inquéritos, permite-nos refletir sobre as raízes dessas tragédias urbanas.
O "déficit habitacional" refere-se à carência de moradias adequadas para a população, seja pela ausência de um teto, pela inadequação das habitações existentes (precariedade, insalubridade, risco), pelo custo excessivo do aluguel ou pela coabitação forçada. Na Grande São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo, este problema é crônico e acentuado por fatores como a rápida urbanização, a especulação imobiliária, a desigualdade de renda e a insuficiência de políticas públicas de habitação de interesse social.
A consequência direta do déficit habitacional é a proliferação de ocupações irregulares, favelas e moradias precárias em áreas de risco ou em edifícios abandonados. Famílias de baixa renda, sem acesso ao mercado formal de aluguel ou compra de imóveis, são forçadas a buscar alternativas em condições subumanas e perigosas, como o prédio descrito na reportagem. Essas ocupações, embora representem uma forma de acesso à moradia para muitos, são caracterizadas pela ausência de infraestrutura básica, segurança estrutural, regularização fundiária e, muitas vezes, pela exploração por milícias ou intermediários.
Vamos analisar cada alternativa à luz do contexto apresentado:
Alternativa A - da ampliação do monitoramento de imóveis sem função social no Brasil.
Alternativa B - do enfraquecimento dos movimentos populares que planejam as ocupações.
Alternativa C - da ingerência do capital privado na elaboração do Estatuto da Cidade.
Alternativa D - da regularização dos loteamentos urbanos localizados nas áreas centrais.
Alternativa E - do aprofundamento do déficit habitacional na Grande São Paulo.
O incêndio e desabamento do prédio no Largo do Paissandu é um evento emblemático das consequências sociais e urbanas do grave déficit habitacional que aflige a Grande São Paulo e outras metrópoles brasileiras. Ele expõe a vulnerabilidade de milhares de famílias que, por falta de acesso à moradia adequada e segura, são forçadas a viver em condições precárias e perigosas. O incidente reforça a urgência de políticas públicas eficazes de habitação e de uma gestão urbana que priorize a função social da propriedade e o direito à cidade para todos os seus habitantes.
Alternativa E.