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Na maior parte do Brasil, o primeiro semestre não cos- tuma ser marcado por grandes incêndios florestais ou focos de fogo na vegetação. No entanto, os primeiros seis meses e meio de 2024 contam uma história diferente. Entre 1o de ja- neiro e 16 de julho deste ano, houve cerca de 42 300 focos de fogo em todo o território nacional, 50% a mais do que nesse mesmo período em 2023. (Marcos Pivetta. https://revistapesquisa.fapesp.br, agosto de 2024. Adaptado.) Entre os motivos que justificam o aumento de casos de incên- dio indicados no excerto, está

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Alternativa C - o aumento dos períodos de baixa umidade.
A ocorrência de incêndios florestais no Brasil, especialmente no primeiro semestre, que historicamente não é o período de maior intensidade, tem sido uma preocupação crescente. A questão aborda o aumento significativo de focos de fogo em 2024, buscando identificar as causas por trás desse fenômeno.
Incêndios florestais são eventos complexos influenciados por fatores climáticos, ambientais e humanos. A vegetação seca, altas temperaturas e baixa umidade do ar são condições ideais para a deflagração e rápida propagação do fogo. Períodos de seca prolongada, com escassez de chuvas e altas temperaturas, reduzem a umidade da biomassa vegetal, tornando-a altamente combustível. Eventos climáticos extremos, muitas vezes associados às mudanças climáticas globais, como ondas de calor e estiagens severas, podem intensificar essas condições, aumentando dramaticamente o risco de incêndios.
O excerto destaca um aumento de 50% nos focos de fogo no primeiro semestre de 2024, um período atípico para grandes incêndios. Isso sugere a presença de condições climáticas incomuns que favorecem o fogo.
Analisando as outras alternativas:
| Alternativa | Análise | Por que está incorreta? | | :---------- | :------ | :---------------------- | | A - a redução da intensidade da estação seca nos biomas brasileiros. | A redução da estação seca significaria mais umidade e menos propensão a incêndios. O cenário descrito, com aumento de focos, indica o oposto: um prolongamento ou intensificação das condições de seca/baixa umidade. | Contradiz diretamente a causa do aumento de incêndios. | | B - a diminuição das temperaturas médias no Brasil. | Temperaturas mais baixas geralmente diminuem o risco de incêndios, pois reduzem a evaporação e o ressecamento da vegetação. O aumento dos incêndios está associado, via de regra, a temperaturas mais altas e secas. | Fatores de risco para incêndios incluem altas temperaturas, não baixas. | | D - a ampliação do volume de águas dos rios no território nacional. | Rios com maior volume de água indicam maior umidade geral no ambiente e maior pluviosidade, o que seria um fator de redução do risco de incêndios, não de aumento. | Indica condições de maior umidade, que desfavorecem incêndios. | | E - a intensificação da umidade do solo em todo país. | Solos mais úmidos significam que a vegetação está menos ressecada e menos propensa a pegar fogo e propagá-lo. Essa condição reduziria os incêndios, não os intensificaria. | Indica condições de maior umidade, que desfavorecem incêndios. |
O aumento atípico de focos de incêndio no primeiro semestre de 2024 no Brasil é explicado pelo agravamento das condições climáticas, em particular o aumento dos períodos de baixa umidade. Essa condição resseca a vegetação, tornando-a altamente suscetível ao fogo e favorecendo a ocorrência e propagação de incêndios, mesmo em épocas que tradicionalmente não são as de maior risco.
Alternativa C.