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Venha até São Paulo ver o que é bom pra tosse
venha até São Paulo dance e pule o rock and rush
entre no meu carro vamos ao largo do Arouche
Liberdade é bairro mas é como Japão fosse
Venha nesse embalo concrete fax telex
igreja praça da Sé faça logo sua prece
quem vem pra São Paulo, meu bem, jamais se esquece
não tem intervalo tudo depressa acontece
Vai e vem e tchan e tchun êta sobe e desce
gente do nordeste do norte aqui no sudeste
batalhando nesse mundaréu de mundo que só cresce
[que só carece que só carece que só cresce.]
(Pretobrás: por que que eu não pensei nisso antes?, 2006. Adaptado.)
Na última estrofe, há predominância de verbos no

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Alternativa (B) - presente do indicativo, o que corresponde à descrição de ações constantes.
A questão proposta solicita a identificação da predominância de um determinado tempo verbal na última estrofe do poema "Pretobrás: por que que eu não pensei nisso antes?" e a correspondente função semântica desse tempo verbal no contexto. A análise textual foca na morfologia verbal e na interpretação do sentido que o autor confere às ações descritas.
Na língua portuguesa, os verbos são flexionados para indicar tempo, modo, pessoa e número. O Presente do Indicativo é um tempo verbal que expressamente ações que ocorrem no momento da fala, verdades universais, hábitos, rotinas, estados permanentes ou, em alguns contextos, futuro próximo. Ele é o modo da certeza e da realidade.
O Gerúndio, por sua vez, é uma forma nominal do verbo que indica uma ação em progresso, contínua ou simultânea a outra. Em geral, expressa a ideia de duração ou continuidade da ação no tempo.
O Imperativo Afirmativo é o modo verbal usado para expressar ordens, pedidos, conselhos ou sugestões.
A análise da última estrofe do poema é crucial para determinar qual dessas formas é predominante e qual a sua implicação semântica.
Vamos examinar a última estrofe e identificar os verbos e suas flexões:
"Vai e vem e tchan e tchun êta sobe e desce"
"gente do nordeste do norte aqui no sudeste"
"batalhando nesse mundaréu de mundo que só cresce"
"[que só carece que só carece que só cresce.]"
Contabilizando as formas verbais:
Claramente, há uma predominância do Presente do Indicativo na última estrofe.
Agora, vamos analisar as alternativas com base nesta constatação e na função semântica dos tempos verbais:
| Alternativa | Tense/Forma Verbal Proposta | Análise da Predominância | Análise da Função Semântica Proposta | Conclusão | | :---------- | :--------------------------- | :----------------------- | :----------------------------------- | :-------- | | (A) | presente do indicativo | Correta | Previsão de ações iminentes | Incorreta. O presente do indicativo pode expressar futuro próximo, mas o contexto aqui é de constância, não de previsão de algo iminente. | | (B) | presente do indicativo | Correta | Descrição de ações constantes | Correta. Os verbos "vai e vem", "sobe e desce", "cresce", "carece" descrevem a dinâmica contínua, habitual e incessante da cidade de São Paulo e da vida de seus habitantes, que está sempre em movimento e crescimento. | | (C) | gerúndio | Incorreta | Narração de ações já cessadas, mas que se estenderam no tempo. | Incorreta. O gerúndio não é predominante, e sua função é de continuidade, não de ações cessadas. | | (D) | gerúndio | Incorreta | Narração de ações começadas no passado e que continuam a se estender no tempo. | Incorreta. O gerúndio não é predominante, embora a função de continuidade esteja mais próxima da realidade do gerúndio. | | (E) | imperativo afirmativo | Incorreta | Proposta do eu lírico de que ocorram certas ações. | Incorreta. Não há predominância de verbos no imperativo na última estrofe, que é o foco da questão. O imperativo ("Venha", "entre", "faça") aparece em estrofes anteriores. |
A predominância do Presente do Indicativo para descrever ações constantes ("Vai e vem," "sobe e desce," "cresce," "carece") capta perfeitamente a imagem de uma cidade em perpétuo movimento, transformação e desafios.
A análise rigorosa da última estrofe do poema revela uma clara predominância de verbos flexionados no Presente do Indicativo. Este tempo verbal, no contexto apresentado, é empregado para expressar ações que ocorrem de forma contínua, habitual e permanente, caracterizando a dinâmica e o ritmo de São Paulo. Desse modo, a alternativa que melhor descreve tanto a forma verbal predominante quanto seu significado semântico no poema é a (B), que associa o presente do indicativo à descrição de ações constantes.
Alternativa (B).