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No quarto parágrafo, Gregório Duvivier faz uma reflexão sobre obras de arte. Para ele, uma característica de tais obras seria sua

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Alternativa (C) - perenidade
A questão solicita a identificação de uma característica fundamental das obras de arte, conforme a reflexão apresentada por Gregório Duvivier no quarto parágrafo do texto. Para responder, é preciso analisar cuidadosamente as ideias e metáforas empregadas pelo autor para descrever a natureza e o impacto da arte.
No quarto parágrafo, Gregório Duvivier expande a compreensão do que constitui uma obra de arte, afirmando que ela vai além de sua manifestação material ("Uma obra de arte não é só a coisa em si"). Ele a descreve por seus efeitos duradouros: "o ruído que o seu silêncio faz na história", "o corpo que a sua ausência projeta", "o eco que o seu grito produz no abismo", e "o rastro que a sua presença deixa no tempo". O autor emprega uma série de construções poéticas para enfatizar a capacidade da arte de resistir ao tempo e ao esquecimento, como "a memória do que não se lembrava", "a eternidade de um instante", "o sopro que não se perde no vento", "a beleza do que não murcha", "a força do que não se desfaz" e "a vida do que não morre". Todas essas expressões culminam na afirmação direta: "É a perenidade do que não passa."
A análise do quarto parágrafo evidencia claramente a ênfase do autor na capacidade da arte de perdurar e transcender o tempo.
Alternativa (C) - perenidade: Esta alternativa está perfeitamente alinhada com as ideias expressas no parágrafo. "Perenidade" significa a qualidade daquilo que é duradouro, eterno, que não passa. As frases "rastro que a sua presença deixa no tempo", "memória do que não se lembrava", "eternidade de um instante", "não se perde no vento", "não murcha", "não se desfaz", "não morre" e, de forma conclusiva, "É a perenidade do que não passa" são todas sinônimos ou reforçam a ideia de permanência e resistência à efemeridade.
Alternativa (A) - subjetividade: Embora a apreciação da arte seja frequentemente subjetiva, o parágrafo de Duvivier não foca na interpretação individual ou na variabilidade das percepções. Pelo contrário, ele descreve características intrínsecas e universais da arte, como sua capacidade de perdurar, que transcendem a subjetividade momentânea.
Alternativa (B) - concretude: O autor inicia o parágrafo desmistificando a ideia de que a obra de arte é "só a coisa em si", ou seja, apenas sua forma material ou concreta. Ele descreve a arte por seus efeitos imateriais e duradouros (ecos, rastros, memória, eternidade), que vão além de sua concretude física.
Alternativa (D) - simplicidade: A linguagem utilizada por Duvivier é rica em metáforas e profundidade, explorando conceitos complexos sobre a existência e o impacto da arte. Isso sugere uma abordagem que valoriza a complexidade e a profundidade, e não a simplicidade como uma característica primordial da obra de arte.
Alternativa (E) - fragilidade: Esta alternativa contradiz diretamente as afirmações do autor. As expressões "força do que não se desfaz" e "vida do que não morre" são opostas à ideia de fragilidade. O parágrafo enfatiza a robustez e a resiliência da arte.
Gregório Duvivier, no quarto parágrafo, elabora uma visão da obra de arte que transcende sua forma material para focar em seu impacto e sua capacidade de persistir. Ele a descreve como algo que desafia o tempo, o esquecimento e a deterioração, deixando um legado duradouro. A característica que melhor resume essa visão, e que é explicitamente mencionada pelo autor, é a perenidade.
Alternativa (C).