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O estudo da evolução por meio da comparação de carac- terísticas anatômicas e genéticas permite a construção de relações evolutivas entre as espécies, conforme mostra a ilustração a seguir. Uma árvore genealógica de treze espécies de tentilhões das Ilhas Galápagos. (www.nationalgeographicbrasil.com. Adaptado.) A formação de novas espécies a partir de um ancestral comum a todas elas é denominada

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Alternativa B - irradiação adaptativa.
A evolução das espécies é um campo fascinante da biologia que busca explicar a diversidade da vida na Terra. Um dos mecanismos cruciais que leva à formação de novas espécies é a adaptação a diferentes ambientes, um fenômeno classicamente exemplificado pelos tentilhões de Galápagos estudados por Charles Darwin. A questão aborda o processo pelo qual um ancestral comum dá origem a várias espécies adaptadas a nichos ecológicos distintos.
A irradiação adaptativa é um processo evolutivo no qual um grupo de organismos, geralmente após colonizar um novo ambiente (como uma ilha ou um sistema de ilhas), se diversifica rapidamente em múltiplas novas espécies. Essas novas espécies ocupam diferentes nichos ecológicos e desenvolvem características morfológicas, fisiológicas e comportamentais distintas, impulsionadas pela seleção natural que favorece as adaptações mais adequadas a cada nicho. O ponto central é que todas essas espécies descendem de um ancestral comum que chegou ao novo ambiente e, ao longo do tempo, seus descendentes se diferenciaram para explorar os recursos e condições disponíveis.
Os tentilhões das Ilhas Galápagos são o exemplo mais famoso de irradiação adaptativa. Um ancestral comum de tentilhão colonizou as ilhas, e devido à variedade de alimentos disponíveis (sementes, insetos, néctar), ausência de competidores e predadores, e isolamento geográfico entre as ilhas, as populações foram selecionadas para diferentes tipos de bicos e hábitos alimentares, culminando na formação das treze espécies atuais, cada uma especializada em um nicho diferente.
Vamos analisar as alternativas:
A) convergência evolutiva: Este é o processo oposto. A convergência evolutiva ocorre quando espécies não relacionadas desenvolvem características semelhantes devido à exposição a pressões seletivas semelhantes. Por exemplo, as asas de insetos, aves e morcegos são adaptações convergentes para o voo. A questão descreve a diversificação a partir de um ancestral comum, o que não se encaixa na convergência.
B) irradiação adaptativa: Esta alternativa está correta. O enunciado descreve exatamente a irradiação adaptativa: "A formação de novas espécies a partir de um ancestral comum a todas elas", ilustrada pela árvore genealógica dos tentilhões de Galápagos. O ancestral coloniza um novo ambiente e as populações se diferenciam para explorar diferentes nichos, gerando diversas novas espécies.
C) origem polifilética: Um grupo polifilético é aquele que inclui membros de diferentes linhagens ancestrais, ou seja, sem um único ancestral comum recente. A ilustração mostra claramente um ancestral comum a todos os tentilhões, refutando a ideia de origem polifilética.
D) seleção artificial: A seleção artificial é um processo no qual os seres humanos selecionam e promovem a reprodução de indivíduos com características desejáveis, como na criação de raças de cães ou variedades de plantas. Não é um processo natural de formação de espécies em ambientes selvagens, como o descrito para os tentilhões.
E) hibridação reprodutiva: A hibridação é o cruzamento entre indivíduos de espécies diferentes, podendo ou não gerar descendentes férteis. Embora a hibridação possa desempenhar um papel na evolução e até na formação de novas espécies em alguns casos, ela não é o termo geral que descreve a diversificação de múltiplas espécies a partir de um único ancestral comum colonizador de novos nichos, como é o caso da irradiação adaptativa.
A diversificação de um ancestral comum em múltiplas espécies que ocupam diferentes nichos ecológicos é um dos mecanismos mais poderosos da evolução, especialmente evidente em ambientes insulares. O caso dos tentilhões de Galápagos é um ícone dessa compreensão, e o processo que descreve essa diversificação é a irradiação adaptativa, que permite a exploração máxima dos recursos de um novo ambiente e o surgimento de grande biodiversidade.
Alternativa B.