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Para obter seu efeito de humor, o microconto explora a polissemia do termo “Nada”, o qual pode ser interpretado como pronome (significando “coisa nenhuma”) ou como

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Alternativa (A) - verbo.
A questão aborda a polissemia da palavra "Nada" no contexto de um microconto, um gênero literário que frequentemente explora a concisão e a ambiguidade para gerar efeito e humor. A polissemia, que é a capacidade de uma palavra ou expressão ter múltiplos significados, é um recurso estilístico poderoso para a construção de humor e reflexão, especialmente em textos breves onde cada palavra conta.
A língua portuguesa é rica em palavras polissêmicas, que adquirem diferentes sentidos dependendo do contexto em que são empregadas e da classe gramatical que assumem. A palavra "Nada" é um excelente exemplo dessa riqueza, podendo desempenhar diferentes funções sintáticas e semânticas, o que permite aos escritores explorarem essas múltiplas facetas para criar efeitos diversos, como o humor.
As principais interpretações gramaticais e semânticas de "Nada" são:
A essência do humor em microcontos que utilizam a polissemia reside na quebra de expectativa ou na dupla interpretação que uma mesma palavra pode provocar, levando o leitor a reavaliar o sentido da frase e encontrar a graça na ambiguidade.
A questão solicita a identificação de outra classe gramatical para "Nada", além de pronome indefinido, que seja explorada para o efeito de humor no microconto.
Vamos analisar as outras alternativas para entender por que estão incorretas:
A tabela abaixo sumariza as classes gramaticais e seus potenciais para a polissemia humorística em contraste com o pronome:
| Classe Gramatical | Significado Principal | Exemplo de Uso | Potencial de Humor (Contraste com Pronome "coisa nenhuma") | | :---------------- | :---------------------------------------- | :-------------------------------------- | :--------------------------------------------------------- | | Pronome | Ausência, coisa nenhuma | "Não sobrou nada." | (Ponto de partida da polissemia) | | Verbo | Ação de nadar (3ª p. sing. presente ind.) | "Ele nada muito bem." | Muito alto: Contraste direto entre "ausência" e "ação". | | Adjetivo | Não se aplica | — | Nulo | | Conjunção | Não se aplica | — | Nulo | | Advérbio | (Pode acompanhar negação) | "Não fez nada." (ainda com valor pronominal) | Menor: já próximo da interpretação pronominal | | Substantivo | Inexistência, vazio ("o nada") | "Ele sentiu o nada." | Médio: menos direto que o verbo para humor por contraste. |
A polissemia da palavra "Nada", que pode ser tanto um pronome indefinido (significando "coisa nenhuma") quanto a forma conjugada do verbo "nadar" (na terceira pessoa do singular do presente do indicativo), é o recurso que o microconto explora para gerar seu efeito de humor. A dualidade entre a ausência de algo e a realização de uma ação específica (nadar) cria uma quebra de expectativa e um jogo de sentidos que são característicos da literatura concisa e engenhosa dos microcontos.
Alternativa (A).