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Uma grande equipe de cientistas de diversas organiza- ções realizou pesquisas para avaliar as mudanças na massa das placas de gelo da Groenlândia e da Antártica entre 1992 e 2018. A equipe calculou que as duas regiões juntas perde- ram aproximadamente 80 bilhões de toneladas de gelo por ano na década de 1990 e aproximadamente 470 bilhões de toneladas de gelo por ano na década de 2010. (www.ecodebate.com.br. Adaptado.) Considerando o calor latente de fusão do gelo igual a 80 cal/g, a quantidade de calor necessária para produzir a dife- rença de gelo fundido por ano nas duas regiões juntas entre as décadas de 1990 e 2010 foi, aproximadamente, de

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Alternativa C - 3,1 × 10^19 cal.
A questão aborda um tema de grande relevância ambiental: o derretimento das calotas de gelo na Groenlândia e na Antártica, e sua relação com a quantidade de calor necessária para essa mudança de fase. O cálculo da energia envolvida no deritamento do gelo é fundamental para entender os impactos das mudanças climáticas, pois a fusão do gelo é um processo endotérmico que absorve grande quantidade de calor do ambiente.
Para resolver esta questão, precisamos aplicar o conceito de calor latente de fusão. O calor latente é a energia absorvida ou liberada por uma substância durante uma mudança de fase (como fusão, vaporização, solidificação ou condensação) sem que haja variação de temperatura. No caso da fusão do gelo, o calor latente de fusão (L) representa a quantidade de calor necessária para derreter uma unidade de massa de gelo a 0 °C, transformando-o em água a 0 °C.
A fórmula geral para calcular a quantidade de calor (Q) envolvida em uma mudança de fase é: Q = m × L
Onde:
É crucial garantir a consistência das unidades. Se o calor latente é dado em cal/g, a massa deve ser expressa em gramas para que o resultado do calor seja em calorias.
Vamos analisar os dados fornecidos e aplicar a fórmula:
Identificar a diferença na massa de gelo perdida por ano:
A diferença na massa de gelo fundido por ano é: Δm = (Perda em 2010s) - (Perda em 1990s) Δm = 470 bilhões de toneladas/ano - 80 bilhões de toneladas/ano Δm = 390 bilhões de toneladas/ano
Converter a massa de "bilhões de toneladas" para "gramas": Sabemos que:
Assim, 1 bilhão de toneladas = 10^9 t = 10^9 × 10^6 g = 10^15 g.
Agora, convertemos Δm para gramas: Δm (em gramas) = 390 × 10^9 t × (10^6 g / 1 t) Δm (em gramas) = 390 × 10^15 g Δm (em gramas) = 3,9 × 10^17 g
Calcular a quantidade de calor (Q) usando a fórmula Q = m × L:
Q = (3,9 × 10^17 g) × (80 cal/g) Q = (3,9 × 80) × 10^17 cal Q = 312 × 10^17 cal
Para expressar em notação científica padrão (um dígito antes da vírgula): Q = 3,12 × 10^2 × 10^17 cal Q = 3,12 × 10^19 cal
Comparar com as alternativas: O valor calculado de 3,12 × 10^19 cal é muito próximo da alternativa (C) 3,1 × 10^19 cal, considerando o arredondamento.
Vamos analisar por que as outras alternativas estão incorretas:
A quantidade de calor necessária para produzir a diferença no gelo fundido por ano entre as décadas de 1990 e 2010 foi calculada determinando-se a diferença de massa de gelo, convertendo-a para gramas e aplicando a fórmula do calor latente de fusão. O resultado foi aproximadamente 3,12 × 10^19 cal, que corresponde à alternativa (C). Este cálculo ilustra a vasta quantidade de energia térmica envolvida no derretimento das massas de gelo, um indicativo da energia absorvida pelos oceanos e atmosfera para causar essas mudanças.
Alternativa C.