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Paciente de 64 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 20 anos, hipertensão arterial e neuropatia periférica grave, apresenta úlcera plantar no hálux direito há 3 semanas, com aumento da secreção purulenta e odor fétido. Ao exame físico do pé direito, apresenta úlcera de 2,5 cm, fundo necrótico, bordas irregulares, eritema e calor perilesional, drenagem purulenta abundante, pulsos pediosos palpáveis. Exames complementares: glicemia capilar: 238 mg/dL, HbA1c: 9,2%. Radiografia do pé com suspeita de erosão da falange distal. A intervenção terapêutica neste caso é:
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Alternativa A - Internar, iniciar antibiótico endovenoso de amplo espectro e solicitar ressonância magnética para avaliação de osteomielite.
Este é um caso clássico de Pé Diabético Infecioso com sinais de gravidade. Para entender a resposta, precisamos classificar a gravidade da infecção e a extensão do comprometimento tecidual.
Pontos Chave do Enunciado:
A conduta deve seguir as diretrizes internacionais para manejo do pé diabético (como as da IWGDF):
| Passo | Ação | Justificativa | | --- | --- | --- | | 1 | Internação | Necessidade de controle de infecção e glicemia. | | 2 | Antibiótico EV | Cobertura ampla para infecção moderada/grave. | | 3 | Ressonância Magnética | Confirmação de osteomielite (padrão-ouro). | | 4 | Desbridamento | Remoção de tecido necrótico (frequentemente necessário). |
Portanto, a intervenção terapêutica correta é a descrita na Alternativa A.