Carregando...
Carregando...
Ajude a melhorar a plataforma
Leia o trecho a seguir:
“Vamos definir diretamente o discurso como efeito de sentido entre locutores. Essa é uma definição de discurso em seu sentido amplo e nos introduz em um campo disciplinar que trata da linguagem em seu funcionamento. Ou seja, se pensamos o discurso como efeito de sentidos entre locutores, temos de pensar a linguagem de uma maneira muito particular: aquela que implica considerá-la necessariamente em relação à constituição dos sujeitos e à produção dos sentidos.”.
ORLANDI, E. P. Discurso, imaginário social e conhecimento. Em Aberto, Brasília, ano 14, n. 61, p. 53, jan./mar. 1994. Disponível em: http://rbep.inep.gov.br/ojs3/index.php/emaberto/article/view/2250/1989. Acesso em: 21 fev. 2023.
Se discurso é a criação de efeito de sentido entre locutores, então é correto afirmar que esses locutores:
Explique melhor esta questão
Abre o Tutor com o enunciado e as alternativas já no campo — você revisa e envia.
Esta questão foi verificada por um de nossos administradores.
🎓 Gabarito Comentado (AVA):
A criação de sentido depende do quanto os interlocutores compartilham conhecimentos semelhantes. É impossível que o conhecimento seja o mesmo, mas se houver muita diferença entre o domínio cognitivo de cada um, o sentido do discurso poderá ser prejudicado. Não há necessidade de partilhar local físico para haver criação de sentido com um discurso, uma vez que pode haver diálogo entre interlocutores que estão em locais diferentes, por meio de ligações telefônicas ou videochamadas, portanto não é a presença física que interfere na criação de sentido. Não há como definir previamente a contribuição que cada interlocutor dará ao discurso. Essa contribuição decorre da relação que se estabelece entre os dois no momento da interlocução. Não há necessidade de que os interlocutores se conheçam para que haja criação de sentido em um discurso. Há troca de informações e criação de sentido mesmo na inter-relação que se estabelece entre pessoas que não se conhecem, como quando alguém lê o texto de um autor sobre quem nunca ouviu falar antes. A duração de um discurso é relativa ao momento da interlocução e não afeta diretamente a produção de sentido na relação que se estabelece entre interlocutores. Discursos longos ou curtos podem ser repletos de sentido, sem que haja necessidade de se estabelecer um tempo para isso.