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Solos altamente intemperizados da Amazônia apresentam predominância de argilominerais do tipo 1:1, como a caulinita, além de Óxidos e Hidróxidos de Ferro e Alumínio, como Gibbsita [Al(OH)₃] e Goethita (FeOOH). Esses minerais são formados sob condições de intensa lixiviação, com remoção de sílica e bases trocáveis ao longo do tempo. Em ambientes de pH ácido (pH < 5), comuns nesses solos, o alumínio pode sofrer processos de hidrólise:
Al³⁺ + H₂O ⇌ AlOH²⁺ + H⁺
Além disso, a baixa capacidade de troca catiônica (CTC) desses solos está associada à estrutura mineralógica predominante.
Analise as afirmativas: I. A predominância de Caulinita implica menor CTC em comparação com argilominerais do tipo 2:1, devido à menor substituição isomórfica em sua estrutura. II. O aumento da acidez do solo favorece a solubilização de espécies de Alumínio, podendo elevar sua toxicidade para plantas. III. A formação de Gibbsita é favorecida em condições de intensa lixiviação e baixa concentração de sílica. IV. Em pH ácido, o equilíbrio de hidrólise do Al³⁺ desloca-se para a esquerda, reduzindo a concentração de H⁺ no meio.
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Esta questão aborda conceitos fundamentais de pedologia, química de solos e mineralogia relacionados aos solos altamente intemperizados da Amazônia.
Argilominerais 1:1 vs 2:1:
| Característica | Tipo 1:1 (Caulinita) | Tipo 2:1 (Montmorilonita) | | --- | --- | --- | | Estrutura | 1 camada tetraédrica + 1 octaédrica | 2 camadas tetraédricas + 1 octaédrica | | Substituição isomórfica | Baixa | Alta | | CTC (Capacidade de Troca Catiônica) | Baixa (2-20 cmolc/kg) | Alta (80-150 cmolc/kg) | | Intemperismo | Avançado | Menor avanço |
Intemperismo na Amazônia:
A caulinita é um argilomineral do tipo 1:1 com baixa substituição isomórfica. Isso significa que há menos cargas negativas permanentes na estrutura cristalina, resultando em menor capacidade de reter cátions trocáveis (menor CTC). Em comparação, os minerais 2:1 possuem mais substituição isomórfica e maior CTC.
Em pH ácido (<5), o alumínio se torna mais solúvel como Al³⁺. Este íon é tóxico para raízes de plantas, causando inibição do crescimento radicular. A reação química mostra que em meio ácido (excesso de H⁺), o Al permanece na forma iônica livre.
$$Al^{3+} + H_2O \rightleftharpoons AlOH^{2+} + H^+$$
A gibbsita [Al(OH)₃] é um óxido/hidróxido de alumínio que se forma preferencialmente quando:
Sem sílica suficiente para formar silicatos, o alumínio precipita como hidróxido.
Analisando o equilíbrio químico: $$Al^{3+} + H_2O \rightleftharpoons AlOH^{2+} + H^+$$
Em pH ácido (alta concentração de H⁺), segundo o princípio de Le Chatelier, o equilíbrio desloca-se para a esquerda. Porém, a afirmativa diz que isso "reduz a concentração de H⁺ no meio", o que é enganoso porque:
As afirmativas I, II e III estão corretas, enquanto a IV contém erro conceitual sobre o efeito do deslocamento de equilíbrio.
Alternativa B