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Por que o tambor se tornou o ponto nodal das intervenções em sala de aula na experiência relatada no artigo “Culturas urbanas e resistência da juventude negra: ressonâncias do tambor nas escolas da periferia de São Paulo” (AMARAL; DIAS; LODUCA, 2019)? Identifique as afirmativas verdadeiras (V) e falsas (F): I. O instrumento se tornou um “símbolo organizador” das experiências de resistência negra na escola, em torno do qual foram realizadas experiências de dança, música, canto e letramento. II. Trata-se de um instrumento de compartilhamento de uma dor ancestral e de recordação das origens, e deve ser utilizado apenas em rituais religiosos ou em espaços não formais de educação. III. Permite produzir em sala de aula o que se passou a designar como “letramentos de reexistência”, ou seja, a capacidade do Hip-Hop de recombinar o universo do letramento com usos sociais renovados da linguagem. IV. É possível desconstruir o preconceito em relação ao tambor, associado frequentemente à macumba, recorrendo ao papel fundamental assumido por esse instrumento nos levantes contra o regime escravocrata, demonstrando sua importância como forma de comunicação entre os afro-brasileiros. V. O recurso da utilização de instrumentos de matriz africana deve ser empregado em projetos sociais educativos, enquanto que na escola a formação deve se pautar pela ciência de maneira a propiciar aos alunos a apropriação do instrumental técnico-científico, essencial para a inserção no mercado de trabalho. Assinale alternativa que corresponde à sequência correta:
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As afirmativas II e V são incorretas, porque o tambor, justamente por ser portador de uma memória ancestral, ao suscitar a recordação, não apenas das dores impingidas aos povos indígenas originários e africanos nas Américas, como também pelo fato de ter sido uma forma de comunicação e de resistência entre os afro-brasileiros ao opressor, demonstrou ser um recurso didático importante para o ensino da história da África e das culturas afro-brasileiras, como dispõe a Lei 10639/2003, bem como, contemporaneamente falando, uma forma de “letramento de reexistência” por meio das culturas de rua (como o Hip-Hop), em que se reinventa o passado no presente com vistas a uma nova ordem no futuro.